Seção de congelados em supermercado na Europa Soluções tecnológicas mais eficientes e de baixo impacto climático ajudam a mitigar emissões de dióxido de carbono dos supermercados | Foto: defotoberg/Shutterstock

 

Os danos ambientais provocados por vazamentos de fluidos refrigerantes de alto potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) desencadearam, nos últimos anos, uma série de medidas para reduzir o uso dessas substâncias em equipamentos de refrigeração e ar condicionado.

Em todo o mundo, as pressões regulatórias também estão levando os varejistas a avaliar várias soluções para reduzir a pegada de carbono de suas instalações de refrigeração comercial.

Entre as soluções disponíveis, a modernização dos equipamentos existentes por meio da adoção de um fluido refrigerante de menor impacto climático apresenta várias vantagens, tais como redução do consumo de energia e de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (GEEs) e custo menor em relação à compra e à instalação de novos sistemas, além do menor tempo de inatividade do estabelecimento requerido pelo retrofit.

“Talvez a maneira mais rápida e econômica de reduzir as emissões totais de carbono desses equipamentos seja a conversão dos sistemas existentes com R-404A e R-22 para operação com refrigerantes alternativos de baixo GWP”, escreve o vice-presidente de regulamentação e pesquisa do Instituto de Ar Condicionado, Aquecimento e Refrigeração (AHRI) dos EUA, Karim Amrane, no artigo Reducing the Carbon Footprint of Commercial Refrigeration Equipment, publicado recentemente no site do Fórum Global de Tecnologias Climáticas Avançadas (GlobalFACT).

“Tais substituições podem reduzir as emissões diretas de carbono em cerca de 70% e também reduzir o consumo de energia em cerca de 10%”, afirma o especialista, salientando que vários compostos halogenados de menor impacto ambiental foram desenvolvidos nos últimos anos para retrofits em supermercados, incluindo hidrofluorcarbonos (HFCs) e misturas entre HFCs e hidrofluorolefinas (HFOs).

“Outros refrigerantes de baixo GWP, como o dióxido de carbono, a amônia ou os hidrocarbonetos, não são adequados para a atualização de equipamentos existentes, devido a problemas de alta pressão, compatibilidade de material, toxicidade ou inflamabilidade”, lembra.

No entanto, a decisão de modernizar um sistema de refrigeração adotando um refrigerante mais ecológico não deve fazer com que os gestores dessas instalações parem de monitorar e corrigir falhas como vazamentos ou outros problemas técnicos.

“Embora o GWP do refrigerante contribua significativamente para as emissões gerais de GEEs dos equipamentos de refrigeração comercial, ele não é o único fator que requer atenção”, ressalta.

Quem trabalha no setor sabe que manutenção preventiva periódica e substituição de componentes obsoletos também são fatores significativos que podem minimizar a pegada de carbono dessas instalações.

Ademais, outras medidas de modernização destinadas a reduzir o consumo de energia dos sistemas de refrigeração devem ser contempladas pelos supermercadistas, como uso de portas transparentes nos expositores frigoríficos, isolamento térmico das tubulações, controle inteligente de degelo, iluminação com lâmpadas de LED, utilização de válvula de expansão eletrônica e atualização de ventiladores e motores.

 

 

 

Fonte: Blog Do Frio